Quando os pais são muito ocupados, atarefados, workaholic… eles podem se sentir culpados por não conseguirem dar atenção, carinho e educação suficientes para seus filhos. Para compensar, podem querer agradá-los com presentinhos, comidas, objetos… Inconscientemente a criança passa a acreditar que a forma de receber carinhos e agrados dos outros é por meio de algo material. Ou seja, ela entende que somente através de comidas, por exemplo, é possível agradar os outros. Depois de adulta, toda vez que se sentir carente, tenderá a buscar conforto, carinho e satisfação através de comidas. Poderá não compreender por que não consegue emagrecer, parar de comer bobagens e manter a dieta. Há um buraco emocional desde tenra idade, e ela aprendeu a supri-lo com comidas. Essa, provavelmente, é uma questão que ela veio curar nesta vida. Ela escolheu pais que não iriam poder lhe dar atenção e carinho para que justamente essa ferida possa ser aflorada. Caso tivesse escolhido uma família que lhe dessem esse apoio emocional, ela iria sim se sentir amada, querida e feliz. Esse vazio seria preenchido, mas do jeito errado, pois vem de fora para dentro. Não teria a oportunidade de olhar e sentir essa dor, esse vazio no peito, ir em busca de conhecimentos e ajudas para solucioná-lo de dentro para fora. Se esta situação acontecesse significa que nesta reencarnação ela não escolheu curar esse vazio emocional, e sim, algum outro aspecto mais urgente que a sua alma necessita tratar. Portanto, é um erro acharmos que estamos equilibrados e perfeitos em uma questão, só porque nesta vida não sofremos com obesidade mórbida, por exemplo. Talvez há isso no fundo do nosso ser, mas, nesta vida, não viemos tratar disso e escolhemos nascer numa família de pessoas magras, esbeltas, atléticas. A questão da obesidade pode estar relacionada a ser diferente, a aguentar os olhares, a baixa autoestima, a falta de amor próprio… que poderão ser tratados em vidas futuras.

Paula Teshima