Existem pessoas que vivem nos extremos entre querer agradar os outros a todo custo, e não aceitar o jeito/maneira dos outros. Elas oscilam constantemente e não conseguem ter um relacionamento harmonioso com as pessoas do seu convívio. Em certas coisas sentem uma enorme vontade de satisfazer as vontades dos outros, ajudam demais, fazem demais, dão presentes demais, se sacrificam demais pelos outros. Porém, em outras coisas, tem uma dificuldade enorme em delegar tarefas, aceitar o modo como o outro faz as coisas, como pensa, como sente, como age. Geralmente, pessoas que se mantém numa posição de liderança por muito tempo, seja dentro da família ou de um grupo de trabalho, criam um padrão de sempre dar ordens, dizer como deve ser feito, escolhe as coisas… então não consegue mais aceitar quando alguém faz diferente e contraria seu estilo. Creem que o jeito delas é o melhor, o mais correto e o mais eficiente. Não olham fora da caixa. Não abrem a sua mente e sua visão para novos modos de ser, fazer e agir. Podem ter uma certa teimosia, uma mente fechada e não evolutiva. Ficam presos e apegados ao passado, às suas crenças antigas e se sentem muito desconfortáveis diante das novidades e das pessoas revolucionárias. Muitas vezes, ao conhecer uma pessoa, logo de cara não vai com a pessoa. Sentem algo que não bate, um desconforto inexplicável. É porque essas pessoas possuem uma energia de transformação, mudança, progresso e evolução. Isso assusta e provoca um medo inconsciente nas pessoas que querem se manter na zona de conforto. Algumas delas começam a provocar, agredir e bullyinar quem tem o potencial de tirá-las do comodismo, na tentativa de fazê-la desistir da ideia de impor novas mudanças, e se unificar à maioria. São chamadas de ovelhas negras da família, ou aquela pessoa estranha, esquisita e diferente de um grupo. Elas são ajudantes encarnadas do Criador para inspirar, inovar e solucionar diversas questões mal resolvidas na humanidade.

Paula Teshima