Geralmente, as pessoas não atraem nem são atraídas por parceiros que tem o potencial de suprir suas necessidades e carências emocionais. Na verdade, elas atraem justamente quem são opostas às suas vontades, ou seja, quem não irá fazer o que elas mais querem. Por exemplo, se uma mulher sente desejo de ter um parceiro para se sentir segura, amada e cuidada, irá atrair um homem instável, que não sabe cuidar dela e que a rejeita, abandona. Isso acontece para que as suas questões emocionais não resolvidas venham à tona e dê um jeito nisso. Dá uma chacoalhada para ela perceber o quanto isso é ruim e que precisa ser tratado, senão irá piorar mais ainda. Neste exemplo, ela precisaria entender que precisa se sentir segura sozinha. Não precisa depender de ninguém para estar bem. Ela tem que desenvolver amor próprio para se amar completamente, gostar de si mesma para ter vontade de se cuidar e se valorizar. Não precisa buscar o amor e os cuidados dos outros para se sentir feliz, pois ela mesma precisa aprender a se amar em primeiro lugar. Ela dá conta da vida dela. Um namorado ou um marido seria ótimo para ter companhia, formar uma família, aprender e ensinar um com o outro, superarem as adversidades que há em todo relacionamento. Jamais se deixar levar pelos joguinhos, chantagens emocionais, cobranças, apegos, vitimizações… mas, cada um entendendo suas questões emocionais, transmutando-os e juntos aprendendo, crescendo e evoluindo cada vez mais. Atraímos pessoas que possuem feridas emocionais semelhantes às nossas. Enquanto estivermos sentindo, por exemplo, rejeição, abandono, medo de ser traído… nunca iremos atrair uma pessoa que não nos irá rejeitar, abandonar, trair… É preciso nos curarmos primeiro para depois nos abrirmos para um novo relacionamento.

Paula Teshima